"what will become Pakistan?" ou "E agora Paquistão??" - Esta é uma forte questão que me deparei ao conversar com um amigo, o paquistanês Anil Manzoor.
Após o Assassinato da ex primeira ministra Benazir Bhutto, o país mergulhou em uma forte crise: Primeiramente Politica; No começo do próximo mês (08/01/08) aconteceriam eleições para a sucessão do poder. Agora já se cogita até em um adiamento de 2 meses. Os partidários de Benzanir, o PPP (Partido do Povo Paquistanês)não gostaram nada desta cogitação e temendo que isso possa ajudar seus opositores, pressionam as autoridades eleitorais. Deve ser decidido amanhã, 1° dia de 2008 se haverá ou não este adiamento.
Os que apoiavam Benazir se sentiram traídos. Eles estão furiosos e feridos, e segundo palavras do próprio Anil; Quando isto acontece no Paquistão o povo protesta: violentamente. Revoltas assolam todo o país, carros foram queimados, lojas obrigadas a fechar as portas e/ou foram incendiadas e oportunistas saqueiam um numero elevado delas.
Segundo Manzoor, os protestantes tem dúvidas sobre os autores do atentado e mesmo divididos e atordoados, saem nas ruas para protestar. Alguns pensam ser o governo, que por sua vez acusa Al-Qaeda; O movimento nega responsabilidade e rebate a autoria ao governo, o acusando de conspiração junto com as forças armadas e o serviço secreto.
Deixando de lado o autor deste terrível incidente para falar das consequências do mesmo: O fato é que isto tudo está piorando uma situação já bastante delicada. Economicamente, o Paquistão está sofrendo perdas inumeráveis, que desvalorizam a moeda (Rupia) e deixam os investidores temerosos. Qual será a saída?
Para um país que tem um poderio militar tão avançado, e de certa forma, culturalmente tão similar ao Brasil (dê uma olhada na entrevista feita com o Anil Manzoor um pouco abaixo) uma solução pacifica para este dilema seria ideal; e acima de tudo, uma solução Anti- Despótica.
Heitor Garcia