Amada vadia minha
Que parece erva daninha
Queria roubá-la para mim
Para que fosse minha escravinha
Meu amor por ti é doce
Como um caramelo que um dia fosse
Quentinho, cremoso e rude
Que em mim fica como um grude
Permaneça do meu lado sua morfética
Nesses versos de rima tão poética
Faltou-me a dialética
Para alcançastes tua ética
Caso tu não fiques perto de mim
Te amassarei como um pudim
Socá-la-ei com todo vigor
Para que sinta eterna dor
Assim quero que morra
Vadia do inferno
Enfio-te um batólito
Intrusivo, no seu âmago mais interno
E assim solteirão
Seguirei mestre Tião
Que em seus ensinamentos
Ensinou-me a ser meninão
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